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Até que a morte nos surpreenda!

Um dos livros mais interessantes que li recentemente foi A Lógica do Cisne Negro, de Nassim Nicholas Taleb. Foi recomendado pelo meu amigo Didoné. Recomendo! No texto o autor cita, en passant, Yogi Berra, um famoso ex-jogador de beisebol americano. O atleta ficou conhecido por frases ao estilo Dadá Maravilha. Algumas pérolas: 1- quando chegar em uma bifurcação em uma estrada pegue-a; 2- o futuro não é mais o que costumava ser; 3- nunca responda a uma carta anônima.

Uma das suas observações que mais gosto é a resposta que deu à sua mulher, quando questionado sobre onde queria ser enterrado. Disse: surpreenda-me!

A filosofia tem tomado boa parte do meu tempo reflexivo (pequeno! deveria ser maior!). Um dos principais motivos, tanto por questões profissionais como particulares, é a preocupação com a morte. A filosofia e religião contemplam as abordagens mais seguras para enfrentar a questão. Entre os filósofos, destaco Epicuro. O helenista afirmava que a morte não é nada. Não devemos temê-la. O temível é esperá-la. Dizia: “Quando somos, a morte ainda não chegou e quando ela chega, não somos mais”.
Não esperemos pois a morte. Vivamos com as crenças que temos. Depois, como Berra, surpreendamo-nos!

Vocabulário (para os que ainda não têm preocupação com a morte):
Dadá Maravilha – Dario. Folclórico ex-jogador brasileiro que teria sido convocado para a seleção por ordem do presidente Médice, no regime militar.
Obs: é famosa a declaração de Dadá Maravilha agradecendo a Antártica pelas Brahmas que havia ganho. Hoje, pós fusão, seria uma frase correta. Nada há que o tempo não possa tornar lógico e sensato.

One thought on “Até que a morte nos surpreenda!

  1. Rafael Araujo da Costa says:

    És um gênio!

    Responder

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